Talvez esteja na hora de parar e pensar: sera que a "escolha errada" teria sido melhor? Será que me despreocupar deixaria tudo mais leve?. Talvez as coisas não deveriam ser levadas tão a sério, a maioria dos problemas/preocupações que tiram nosso sono são apenas suposições que fazemos. Provavelmente esse problemão nunca vai acontecer e tu ta aí, deixando de enxergar os pequenos detalhes por coisas relevantes. Você já prestou atenção naquele muro todo desenhado perto do ponto de ônibus? Você já prestou atenção no sorriso das pessoas, não de modo superficial, mas de modo que te faça pensar: Cara, que leveza, preciso de um pouco disso na minha vida.
Invista em novas experiências, não seja o tipo de pessoa que trabalha a vida toda pra poder se divertir e no final não ter tempo para si. No lugar de um "nossa, hoje o dia vai ser ruim" pense em "é só o começo, eu posso fazer o dia ser maravilhoso".
Seja o tipo de pessoa que você gostaria de começar uma amizade, mas claro, só seja se ti quiser.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Terça. 31/05/2016
domingo, 8 de maio de 2016
A poesia
A poesia se baseia em amores.
Amores intensos,
Amores roubados.
O poeta se baseia em dores,
Trazidas pelo amor,
Que transbordam num coração vazio.
(Costa, Larissa. São Paulo, SP. 25-12-2014)
sábado, 7 de maio de 2016
Dom. 08/05/2016
"-Você é o tipo de pessoa que eu odiaria!”
Ta, eu passei a não me importar, mas as vezes dói. Nós conversavamos tanto, você parecia se importar comigo, parecia que apesar de tudo continuaria comigo. Agora ta aí, longe, frio, sendo só mais alguém que eu conheci. E eu tô aqui, como aqueles enfeites de natal que você guarda numa caixa e quando precisa de novo, vê que não da para usar porque está destruído, e então sua nova missão é encontrar novos enfeites, usá-los e destruí-los.
Sabe, quando se é criança esses enfeites são coisas grandiosas, aí você vai crescendo e vendo que não precisa daquilo e se da conta de quanta coisa desperdiçou com aquela sua "missão" de usar enfeites. E você se dá conta de que não é apenas o cansaço, mas que agora sua vida, sua rotina, e tudo o que você costuma fazer são coisas patéticas e tediantes. Pergunte à um adulto se algo está deixando-o triste ou amargurado, e ele dirá "eu estou apenas cansado, preciso de férias".
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Romantismo no Brasil
O que é Romantismo?
O romantismo foi um movimento artístico do século XIX, que teve influência nas artes plásticas, músicas, literatura, e em várias outras manifestações de arte.
É uma expressão usada para designar uma situação que envolve um universo romântico, poético, ou romanesco. Está associado a ternura, a paixão, e a sensibilidade.
O romantismo surgiu graças a mudanças de mentalidade que ocorreram no fim do século XVIII. O romantismo foi marcado pelo regresso ao mundo medieval e uma oposição ao classicismo grego.
A designação "romântico" foi usada pela primeira vez por volta de 1750 na Inglaterra, de forma pejorativa em relação a novelas pastoris e de cavalaria. No entanto, mais tarde o sentido depreciativo foi perdido, sendo usado por Rousseau como sinônimo de pitoresco ou sendo usado para descrever uma sensação causada por uma paisagem.
Romantismo no Brasil
No Brasil, o período histórico era marcado por um sentimento nacionalista, em especial pelo fato marcante que foi a Independência, em 1822. Encontramos, pois, elementos que caracterizam o período, presentes nas obras dos autores românticos. É o exemplo da exaltação da Pátria feita por Gonçalves Dias, e do clima nostálgico presente nas poesias de Álvares de Azevedo e Fagundes Varela, sem falar no engajamento nas causas sociais, presente fortemente na obra de Castro Alves, o qual abordou temas polêmicos como a escravidão.
A produção Romântica foi rica e vasta, tanto em outros países, quanto aqui, tanto em prosa, quanto em versos.
Na poesia, a obra que marca o início das produções românticas é “Suspiros Poéticos e Saudades”, de Gonçalves de Magalhães. A poesia romântica é dividida em 3 gerações:
Primeira geração: Nacionalismo
Influenciada pela Independência do Brasil, a poesia buscava a identificação do país com suas raízes históricas, linguísticas e culturais. O desejo era o de contruir uma arte brasileira, livre da influência de Portugal, e o sentimento era de nacionalidade, resgatando elementos da história do país. Foi fortemente marcada pelo indianismo e trazia à toda elementos da natureza (flora e fauna) brasileiros. O índio era exaltado como herói, pois representava o povo brasileiro, e o Brasil em sua essência.
Segunda geração: Mal do século
Neste período, que se iniciou por volta de 1850, a poesia vinha de encontro às ideias e temáticas da geração anterior: o eu-lírico volta-se mais para si e afasta-se da realidade social à sua volta. Traz em si o pessimismo e o apego aos vícios. Os sentimentos são exagerados e aparecem de forma idealizada na poesia. Além disso, elementos como a noite, a melancolia, o sofrimento, a morbidez e o medo do amor são recorrentes em seus textos poéticos. O eu-lírico vivem em meio solidão, aos devaneios e às idealizações.
Terceira geração: Condoreirismo
A última geração da poesia romântica se inspira em Victor Hugo, e traz um foco político e social. Na época, ideias abolicionistas e republicanas vinham à tona, e junto com elas o desejo de se libertar do Império. É a fase que prenuncia o Realismo, que viria em seguida, tanto é que tem como foco a realidade social, a crítica à sociedade, a poesia liberal, enfim, era o final do movimento romântico no Brasil. O condoreirismo se refere à figura do condor, uma ave que tinha voo alto, assim como os poetas românticos faziam em busca de defender seus ideais libertários.
Principais características
A maior característica do romantismo era a visão do mundo que se contrapunha do racionalismo do período anterior (neoclassicismo). O movimento romântico cultiva uma visão de mundo centrada no individuo, e portanto os autores voltavam-se para si mesmo, retratando dramas pessoais como tragédias de amor, ideias utópicas, desejos de escapismo e amores platônicos ou impossíveis. O século XIX seria, portanto, marcado pela arte voltada para o lirismo, a subjetividade, a emoção e a valorização do "eu".
Principais autores românticos
-Casimiro de Abreu:
Poeta brasileiro, Casimiro José Marques de Abreu nasceu em São João da Barra, no estado do Rio, em 4 de janeiro de 1837. Poeta de grande inspiração, seus versos ainda hoje apreciados, lidos com admiração. “As Primaveras”, sua coletânea de poemas, ainda continua agradando ao grande público, e as edições sucedendo. Faleceu a 19 de outubro de 1860, com a idade de 23 anos.
-José Martiniano de Alencar:
Foi bacharel em direito, jornalista, professor, crítico, teatrólogo e Poeta. Escreveu sobre o pseudônimo de IG, em 1856, as “Cartas sobre a Confederação dos Tamoios”. É considerado o fundador do romance brasileiro, já que no Brasil foi o primeiro a dar ao país um verdadeiro estilo literário. Sua obra está repleta de um nacionalismo vibrante, toda ela escrita numa tentativa de nacionalismo puro, numa temática nova, muito brasileira. Publicou :
“O Guarani”, “Iracema”, “Ubirajara”, “As Minas de Prata”, “O Garatuja”, “O Ermitão da Glória”, “Lucíola”, “A Pata da Gazela”, “O Gaúcho”, “O Tronco do Ipê”, “O Sertanejo” e muitos outros. Faleceu em 1877.
-Antônio Frederico Castro Alves:
Nasceu na Bahia, em 1847. É considerado um dos maiores poetas brasileiros. Em 1863, começou a participar da campanha abolicionista, escrevendo em um jornal acadêmico seus primeiros versos em defesa da abolição da escravatura: “A Canção do Africano”. Castro Alves participou ativamente das inquietações de espírito, da agitação poética e patriota e das lutas liberais que empolgavam sua geração. Em 1868 transferiu-se do Rio de Janeiro para São Paulo, onde continuou sua campanha abolicionista, declamando seus poemas antiescravista em praça pública. Foi acometido de tuberculose e um acidente ocorrido em uma caçada acabou por consumi-lo. Faleceu em 6 de junho de 1871. Deixou vasta bagagem literária, entre artigos, poesias, etc. “A Cachoeira de Paulo Afonso”, “A Revolução de Minas” ou “Gonzaga”, drama e o livro “Espumas Flutuantes”.
-Manuel Antônio Álvares de Azevedo:
Poeta brasileiro nascido em São Paulo, a 12 de setembro de 1831. “Lira dos Vinte Anos” é o título de sua obra principal, deixada inédita e publicada após a sua morte ocorrida em dez de março de 1852, no Rio de Janeiro. Escreveu ainda “A Noite na Taverna”, livro de contos, e mais “Conde Lopo”, um Drama, incompleto, aliás. Deixou também traduções e comentários críticos.
-Antônio Gonçalves Dias:
Poeta brasileiro, nasceu no estado do Maranhão, a 10 de agosto de 1823. Em 1840 foi estudar direito em Portugal, no Colégio de Artes, e foi lá que escreveu sua famosa “Canção do Exílio”. Já formado, embarcou para o Brasil, onde permaneceu muitos anos. Em 1847, lançou “Os Primeiros Cantos” e, 1848, “Os Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão”. Em 1849, foi nomeado professor de latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Em 1851, foram publicados os “Últimos Cantos”. Em 1862, bastante enfermo , embarcou para Europa. Em 1864, voltando ao Brasil, faleceu em um naufrágio. Gonçalves Dias é o patrono da cadeira n 15 da Academia Brasileira de Letras.
-Joaquim Manoel Macedo:
Romancista, poeta e jornalista brasileiro, nasceu em 1820 e faleceu no Rio de Janeiro em 1882. Pode ser considerado um dos pioneiros do romance no Brasil. Seu primeiro romance “A Moreninha”, lançado em 1844, até hoje é sucesso. Foi médico, professor, deputado da Assembléia Provincial e deputado federal. Escreveu também “O Forasteiro”, “O Moço Louro”, “Os Dois Amores”, “O Culto do Dever”, “A Namoradeira”, e outras obras. É patrono da cadeira n 20 da Academia Brasileira de Letras.
-Bernardo Joaquim da Silva Guimarães:
Jornalista, professor, crítico e poeta, nasceu em Ouro Preto, em 1825. Formado em Direito, viveu a atmosfera romântica da época. Estreou com um livro de versos “Contos da Solidão” em 1852, ao qual se seguiram “Poesias”, “Folhas de Outono” e “Novas Poesias”. Bernardo Guimarães foi um dos iniciadores do regionalismo romântico com a publicação de “O Ermitão de Muquém”, lançado em 1869. Abrangendo o tema da escravidão, escreveu “Escrava Isaura” e ainda “O Garimpeiro”, e “O Seminarista”. Morreu em 1884.
Principais obras
Gonçalves Dias: Os timbiras, Meditação, Canção do Exílio, I-Juca-Pirama, Seus Olhos
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos, Noite na Taverna.
Castro Alves: Espumas Flutuantes, Os escravos, A Cachoeira de Paulo Afonso, Hinos do equador, Tragédia no Mar, O Navio Negreiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha, O Moço Loiro, O Rio do Quarto, A luneta mágica.
José de Alencar: Cinco Minutos, A Viuvinha, O Guarani, Lucíola, Iracema, As Minas de Prata, Senhora, Encarnação.
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um sargento de milícias, Dois Amores (peça de teatro).
Bernardo Guimarães: O seminarista, A escrava Isaura.
Casimiro de Abreu: As Primaveras (único livro de poesias) - publicado em 1859.